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Desigualdades sociais podem reduzir o acesso à prática de exercícios

26 de August de 2026 46 leituras
Desigualdades sociais podem reduzir o acesso à prática de exercícios
Foto: Tom Fisk / Pexels

Cidadãos enfrentam dificuldades de achar espaços públicos e locais para praticar exercícios num valor acessível

A prática de exercícios físicos pode ser menor entre as pessoas de classes sociais mais baixas. A conclusão é de um recente estudo da Universidade de São Paulo, publicado no exterior. A pesquisa foi baseada na análise de um grupo de brasileiros em período de dez anos.

Reportagem de Aline Imercio e Leandro Iarussi

Nancy tem 65 anos. Sempre faltou tempo e dinheiro para praticar exercícios de forma personalizada. Há um ano e meio conheceu um projeto público na cidade de Diadema. Era a chance de começar as aulas de corrida de graça. “Tinha dado algumas alterações, tipo no exame de colesterol, a de pressão. Hoje o meu nível está normal”, falou a dona de casa Nancy Martins.

Na agitada rotina como técnica de enfermagem, Luana também adaptou o seu tempo e participa das aulas. “Hoje em dia pagar um personal é muito caro. O projeto acaba incentivando, você sair do sofá”, disse a técnica de enfermagem, Luana Cristina Benevides. “É uma atividade gratuita, oferecida a todos, onde nós temos seis a oito profissionais da área de educação física”, comentou o preparador físico, Mosar Zá.

Uma recente pesquisa realizada por especialistas da Universidade de São Paulo concluiu que a desigualdade social pode trazer diferenças entre a prática de atividade física. A publicação mostra, por exemplo, que a realização de exercícios pode ser mais comum entre quem tem mais estudo e pertence a classes sociais mais elevadas.

O estudo foi feito com cerca de 1000 pessoas de diferentes classes sociais e idades entre 2014 e 2024 e liderado pela pesquisadora Andreia Machado e o coordenador Alex Florindo do Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em atividade física e saúde da USP.

“As pessoas de menor nível socioeconômico são as que tiveram mais dificuldades de praticar atividade física, mais especificamente mulheres de baixa escolaridade de cor da pele preta e parda, comparadas com homens brancos com alta escolaridade”, citou o professor de epidemiologia na USP, Alex Antônio Florindo.

Entre as razões para essa baixa adesão estão as jornadas exaustivas de trabalho, deslocamentos longos e regiões com falta de segurança e acesso. “Se nós implantarmos uma política nacional de atividade física, vai ajudar diretamente a diminuir essas iniquidades”, aconselhou ele.

Em Diadema, o acesso à atividade física fez dona Nancy descobrir um talento. Hoje ela está feliz após conquistar oito troféus nas corridas que participa. “Eu tenho um filho especial, então você tem que tá levando o que para ele? Alegria”, concluiu Nancy.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de noticias.cancaonova.com.

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