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Papa: que a celebração do nascimento de Maria aumente nossa paz

08 de September de 2026 0 leituras
Papa: que a celebração do nascimento de Maria aumente nossa paz
Foto: Marian Havenga / Pexels

Leão XIV celebrou missa na tarde desta segunda-feira, 7, por ocasião da Festa da Natividade de Maria, celebrada pela Igreja neste 8 de setembro

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante celebração na Festa da Natividade de Maria nesta segunda-feira, 7 / Foto: IMAGO/Catholicpressphoto via Reuters Connect

A Igreja celebra, nesta terça-feira, 8, a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Por esta ocasião, o Papa Leão XIV visitou, na tarde desta segunda-feira, 7, o Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, na cidade italiana de Genazzano, e presidiu uma missa, na qual destacou o desejo de que esta celebração do nascimento de Maria ajude a aumentar a paz.

Leão XIV esteve neste santuário nos primeiros dias de seu pontificado em 2025. “Ao longo da minha vida”, Nossa Senhora do Bom Conselho “me acompanhou com sua presença maternal, sua sabedoria e o exemplo de seu amor por seu Filho, que é sempre o centro da minha fé”, disse o Santo Padre.

De volta ao local, o Santo Padre quis confiar a Menina Maria tudo o que ainda nasce nesta pobre, porém magnífica, humanidade: frágil como uma semente, mas sinal da fidelidade de Deus. “Maria é o alvorecer de um novo dia, do nosso mundo finalmente liberto do mal. Nós estamos aqui, perto dela, ao redor do Altar de onde a salvação nos vem e nos transforma, filhos no Filho. Peçamos a ela o seu Bom Conselho, para acolhermos a Palavra divina, guardá-la dentro de nós e trazê-la à luz através de decisões corajosas e sábias, de uma conversão autêntica.”

Conversa com Deus

Neste lugar de antiga presença agostiniana, Leão XIV retornou às páginas bíblicas, lembrando as palavras de São Tomás de Villanova, frade e bispo agostiniano que, dedicando sua vida ao serviço dos pobres, penetrou profundamente a verdade da fé. Ele soube ver o paradoxo da pequenez e, por assim dizer, da marginalidade de Maria, centralizada na economia da salvação.

O santo, contou o Papa, costumava se perguntar como deve ter sido o nascimento de uma menina na época de Joaquim e Ana e por que os evangelistas não contaram detalhes sobre a vida de Maria. “Ó evangelistas, eu me dirijo a vós! Por que nos privastes de tamanha alegria com o vosso silêncio? Por que omitistes detalhes tão alegres, tão aguardados, tão agradáveis?”, dizia.

“Encontramos nessas palavras uma importante sugestão para a nossa fé: questionar as Escrituras e seus autores, discutir o texto e dialogar com as testemunhas da Revelação como se fossem amigos. Somos, de fato, “concidadãos dos santos e membros da família de Deus”, e da própria Maria aprendemos a inteligência que conversa com Deus, que faz perguntas e interpreta os acontecimentos, guardando-os e conectando-os no coração.”

A glória de Maria: ser mãe de seu Criador

De acordo com São Tomás de Villanova, os evangelistas “permaneceram em silêncio sobre ela, pela simples razão de que a glória da Virgem estava toda nela, e podia ser imaginada em vez de descrita. Como resumo da sua história, o que está expresso no título é suficiente: que Jesus nasceu dela.

“Celebramos o nascimento de uma menina chamada a ser a Mãe de seu Criador, a Mãe de Deus que salva. No entanto, ela nasce simplesmente uma menina, como as filhas e netas que seguramos em nossos braços. Hoje, ela possui títulos nobres e elevados, de Senhora e Rainha, mas o caminho de Deus foi e permanece mais simples e silencioso, porém não menos poderoso e transformador. É o caminho do próprio Jesus.”

O Papa observou que, assim como Maria, também hoje os fiéis são predestinados a serem conforme a imagem de Jesus. Nele, Deus escolheu as condições históricas e a mais humilde das criaturas para manifestar a originalidade do seu Reino, no qual a prepotência não tem lugar e a onipotência é criação, serviço e cuidado da vida.

Leão XIV convidou, então, a pedir a Maria que “a celebração do seu nascimento aumente a nossa paz”. “Sim, queridos irmãos, queremos imaginar a paz — ampliar os limites da compreensão e pintá-la em nossa alma — para reconhecer que ela já existe, para acolhê-la e servi-la. É o dom de Deus, o sopro do Ressuscitado, a obra do Espírito Santo. Deixemos a paz crescer em nós. Ela brotará no mundo. E a Mãe do Bom Conselho nos acompanhará nessa missão”, concluiu.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de noticias.cancaonova.com.

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