Testemunhos de graças marcam festa de Santa Mônica em SP
Confira relatos de mães que recorreram à intercessão da santa e destacam a força da fé
Essa quinta-feira, 27, é dia de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, que rezou durante décadas pela conversão do filho. Na zona norte de São Paulo, uma paróquia reúne testemunhos de graças alcançadas por intercessão da padroeira das mães cristãs.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
O olhar de Regina para Santa Mônica é de mãe para mãe. O pedido da dona de casa é pela filha, com necessidades especiais. Por isso ela sempre pede a intercessão da mãe de Santo Agostinho. “Ela tem autismo e também a minha filha tem uma doença rara chamada alerdanos. Faz com que a gente precise muito dessa intercessão de Santa Mônica. O ano passado ela teve uma pneumonia grave, ela precisou ser entubada e depois de três dias o padre fez a unção e ela se levantou. E o médico até falou: ‘Eu sou incrédulo, mas eu tô vendo um milagre aqui’”, disse Regina Elisabete da Rocha.
Santa Mônica nasceu em Tagaste, norte da África, em 331 e tinha raízes cristãs. Casou-se com um homem infiel. Com muita oração conseguiu converter o marido. Com ele teve três filhos. Um deles é Agostinho, um jovem sem fé. Mônica rezou muitos anos até ver o filho convertido ao catolicismo. “Ela disse que a missão dela já tinha terminado porque via seu filho convertido para Deus. E depois de um ano ela também falece. E ela tem como grande característica o amor pelo seu filho, a perseverança na oração”, contou o pároco da Igreja Santa Mônica, padre Daniel Koo.
Na única Paróquia dedicada à Santa Mônica, na Arquidiocese de São Paulo, o exemplo da mãe de Santo Agostinho inspira o Grupo Mães que Oram pelos Filhos. “Então a gente pede muita intercessão dela, muito, muito, muito. Aí a gente sempre coloca: ‘Mães, não desistam dos seus filhos. Vamos, a gente tem Santa Mônica como exemplo vivo na nossa vida’”, comentou das Mães que Oram pelos Filhos, Leda de Souza de Lima.
A paróquia dedicada à Santa Mônica fica em Pirituba e surgiu do pedido de dona Lili, que tinha recebido uma graça por intercessão da santa. Dona Maria está desde o início e já testemunhou milagres com sua família por intercessão de Santa Mônica. “Fui doadora de rim para meu filho caçula de 18 anos. Aturou 25 anos ou mais. Quando passou um ano, ele na hemodiálise de novo, ele foi convidado a receber o rim de uma pessoa que tinha sofrido um acidente e ele está aí trabalhando. Uma filha minha também teve um câncer e ela também foi curada através das nossas orações”, falou a aposentada, Maria Máximo.
“Acho que a maior dificuldade de uma mãe é saber se seu filho vai se salvar ou não, seu filho vai sair de uma situação ruim ou não. E Santa Mônica dá certeza de que vai sair”, completou o pároco.
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